O primeiro trailer oficial do Arco de Elbaph, exibido durante a AnimeJapan 2026, confirmou o que os fãs de One Piece esperam há mais de duas décadas: os Chapéus de Palha finalmente pisam na lendária terra dos gigantes. Mas o vídeo entregou mais do que cenário — trouxe o primeiro vislumbre real de Loki, o “Príncipe Amaldiçoado”, e algumas das pistas mais importantes já mostradas sobre a fase final da obra de Eiichiro Oda.
Data de estreia e informações oficiais do retorno
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Estreia do Arco de Elbaph | 5 de abril de 2026 (episódio 1156) |
| Primeiro cour | 13 episódios, abril a junho de 2026 |
| Formato | Sazonal — até 26 episódios por ano, encerrando 26 anos de exibição semanal contínua |
| Onde assistir | Crunchyroll, com simulcast |
A partir de 2026, o anime muda de modelo pela primeira vez em sua história: em vez do formato semanal ininterrupto que manteve desde 1999, a Toei Animation passa a produzir a série em cours sazonais, seguindo a mesma lógica adotada por produções como Jujutsu Kaisen e Attack on Titan. A decisão, anunciada oficialmente no fim de 2025, é justificada como forma de elevar a qualidade da animação e manter mais fidelidade ao ritmo do mangá.
Correção em relação à plataforma de streaming: as fontes oficiais confirmam a Crunchyroll como parceira internacional de simulcast do arco. Não encontramos nenhuma confirmação de que a Netflix também transmite os episódios inéditos.
A transição de Egghead para Elbaph: o fim da ciência e o início do mito
O arco de Egghead encerra com os Chapéus de Palha escapando da ilha tecnológica do Dr. Vegapunk, num contexto de revelações pesadas sobre o Século Perdido e o real nível de controle do Governo Mundial sobre a história oficial do mundo. É essa fuga que empurra a tripulação, sem alternativa, rumo a Elbaph — não como escolha de aventura, mas como consequência direta do que aconteceu em Egghead.
A mudança de tom acompanha essa transição. Egghead era estética futurista, tecnologia de ponta, segredos guardados em laboratórios. Elbaph é o oposto: florestas densas, arquitetura de madeira em escala colossal, uma identidade visual que bebe diretamente da estética nórdica e da tradição guerreira viking. Essa virada não é só visual — sinaliza que a obra está deixando o terreno da ciência para entrar no terreno do mito, exatamente na reta final da história.
Quem é o Príncipe Loki? A verdade por trás do “Príncipe Amaldiçoado”
Aviso: esta seção usa informações já reveladas no mangá, que podem estar à frente do que o anime cobriu no momento da publicação deste texto.
Loki é o príncipe de Elbaph, filho do falecido Rei Harald com a Rainha Estrid, e meio-irmão mais novo de Hajrudin — que hoje lidera a nova geração de gigantes dentro da própria frota de Luffy. Nasceu há 63 anos sob presságios sombrios: no ano do seu nascimento, o corcel real morreu e o herói Jorul foi assassinado por Charlotte Linlin, ainda antes dela se tornar Big Mom. Uma profecia antiga já previa que Harald seria morto pelo próprio filho — um peso que Loki carregou a vida inteira antes mesmo de fazer qualquer escolha.
O crime que mudou Elbaph
Catorze anos antes dos eventos atuais do arco, Loki mata o próprio pai para obter a Fruta do Diabo lendária guardada havia gerações pela família real de Elbaph — a Ryu Ryu no Mi, Modelo Nidhogg, um Zoan Mítico. Esse ato faz dele o maior pária da própria terra natal, rejeitado e caçado pelo próprio povo.
A virada real da história, porém, muda completamente essa leitura: Harald havia sido manipulado por Imu, a figura por trás do Governo Mundial, e pediu ao próprio Loki que o derrotasse — recusando-se a se submeter à vontade de Imu depois de descobrir que o objetivo real era escravizar Elbaph inteira. Nos momentos finais, Harald implorou a Loki que contasse a verdade sobre sua morte ao mundo, na esperança de que o filho continuasse seu legado como herói. Loki nunca contou.
Loki é vilão ou vítima?
A pergunta que o trailer levanta já tem resposta no mangá: Loki não é o traidor que Elbaph acredita que é. Ele carrega o peso de um assassinato que, na prática, foi um pedido de misericórdia do próprio pai — silenciado por Loki, que preferiu carregar a culpa a revelar que o rei havia sido corrompido por Imu. Seis anos antes dos eventos atuais, foi capturado por Shanks e entregue de volta a Elbaph, onde foi condenado à crucificação, acorrentado com Pedra do Mar na Árvore do Tesouro Adão, no submundo da ilha — até ser encontrado por Luffy.
O detalhe que conecta tudo: existe uma lenda de que um antigo guerreiro de Elbaph, portador dessa mesma Fruta do Diabo, teria enfrentado o próprio Nika (Joy Boy) no passado usando a arma Ragnir. Nos capítulos mais recentes, Imu demonstra reconhecer a transformação de Loki e reage com interesse genuíno ao ver o poder de Nidhogg — sinal de que essa fruta carrega um peso histórico que vai muito além de Elbaph.
Loki empunha Ragnir, um martelo de guerra colossal que, por si só, também consumiu uma Fruta do Diabo do tipo Zoan — permitindo que a própria arma se transforme num esquilo gigante e seja capaz de invocar relâmpagos ao ser golpeada contra qualquer superfície. A primeira demonstração pública desse poder quase incendiou Elbaph inteira.
Os segredos de Elbaph e a conexão com o Século Perdido
Elbaph não é uma sociedade organizada apenas em torno da força bruta, embora essa seja a fama que carrega desde sua primeira menção, décadas atrás, durante o arco de Little Garden. A ilha mantém uma estrutura social e cultural própria, onde honra, memória dos mortos em batalha e respeito ao passado ocupam papel central — características de uma civilização guerreira com base espiritual forte, não só uma terra de gigantes brigando por esporte.
Essa relação com a memória é o que torna Elbaph estrategicamente importante pro mistério maior da obra: como uma das poucas nações que preserva tradições anteriores à reescrita histórica promovida pelo Governo Mundial, a ilha desponta como candidata forte a guardiã de fragmentos do Século Perdido — o período apagado da história oficial que envolve Joy Boy e a verdadeira origem dos Poneglyphs. O próprio histórico de Harald reforça essa camada: revelações recentes do mangá mostram que ele rivalizava diretamente, de igual para igual, com Rocks D. Xebec, colocando Elbaph muito mais perto do centro da história mundial do que os fãs supunham.
Análise da música “Luminous”, de Aina The End
A nova abertura do anime marca uma virada de tom proposital. Em vez das aberturas energéticas e aventureiras que definiram boa parte da série, “Luminous” aposta numa melodia melancólica e solene, quase como se estivesse narrando uma lenda já consolidada, e não uma jornada ainda em andamento. É uma escolha musical que reforça o que o próprio arco representa: o momento em que Luffy deixa de ser só um pirata em busca de aventura e começa a ser tratado, dentro da própria narrativa, como uma figura histórica em construção.
Perguntas Frequentes sobre: trailer de one piece elbaph
Quando começam os episódios do arco de Elbaph em One Piece?
O arco estreia em 5 de abril de 2026, com o episódio 1156, dando início a um primeiro cour de 13 episódios que vai até junho.
Quem é Loki em One Piece e qual seu poder?
Loki é o príncipe de Elbaph, portador da Ryu Ryu no Mi, Modelo Nidhogg (Zoan Mítico), e empunha o martelo Ragnir, que possui seu próprio poder de transformação e é capaz de gerar relâmpagos colossais. É conhecido como o “Príncipe Amaldiçoado” por ter matado o próprio pai — ato que, revelado depois, foi um pedido de misericórdia do rei manipulado por Imu.
O que significa a música “Luminous” no novo trailer de One Piece?
É a nova abertura do anime, interpretada por Aina The End, com tom melancólico e solene que contrasta com as aberturas mais energéticas de fases anteriores — reforçando a entrada da obra na sua fase final e mais mitológica.

Seja muito bem-vindo! Eu sou o Leandro, mas no mundo dos animes todo mundo me chama de Leko. Minha história com a cultura pop japonesa começou lá em 2008. Cresci vidrado em clássicos como Dragon Ball e Digimon, e hoje sou o tipo de fã que acompanha cada detalhe e crio minhas próprias teorias.
O Animeleko é um espaço onde eu compartilho minhas próprias teorias e comento sobre a qualidade da animação dos estúdios, falo minha opinião sobre o ritmo dos lançamentos — desde os shonens clássicos até aqueles isekais de culinária bem relaxantes, como Tondemo Skill.
