Depois de mais de cinco anos desde o encerramento da primeira fase, Black Clover finalmente tem uma janela oficial para retornar.
A nova temporada estreia em outubro de 2026, com o retorno do Studio Pierrot e de Ayataka Tanemura na direção. Até 13 de agosto de 2026, a produção ainda não havia anunciado a data exata para a estreia regular do anime no Japão.
A série original chegou ao fim no episódio 170, exibido em março de 2021. O retorno vem sendo tratado oficialmente como uma nova temporada, embora muitos fãs se refiram à continuação como “temporada 5”, por causa da divisão tradicional que a série teve ao longo dos anos.
Esta não será apenas mais uma continuação qualquer. A nova fase deve retomar a Guerra do Reino Spade, desenvolver ainda mais Asta e Liebe, ampliar o papel de Yuno, colocar Noelle em novas batalhas, explicar a importância de Nacht, aprofundar o plano de Lucius e preparar o terreno para a saga final do anime.
Atenção: este artigo contém spoilers do anime, do mangá e da saga final de Black Clover.
Resposta rápida
- Retorno: outubro de 2026.
- Dia exato: ainda não divulgado até 13 de agosto de 2026.
- Estúdio: Studio Pierrot.
- Diretor: Ayataka Tanemura.
- Formato: nova temporada, com indícios de um planejamento mais sazonal do que o modelo contínuo anterior.
- Ponto de retomada: aproximadamente o capítulo 271 do mangá.
- Arco inicial provável: Guerra do Reino Spade.
- Plataforma internacional: Crunchyroll confirmada para distribuição simultânea.
- Número de episódios: ainda não confirmado oficialmente.
- A fase anterior: chegou ao fim com a exibição do episódio 170, em março de 2021.
Quando Black Clover volta?
A nova temporada de Black Clover estreia em outubro de 2026, conforme confirmado pelos canais oficiais da franquia, pela Crunchyroll e por veículos como Anime News Network e CBR. Até o momento, a produção ainda não divulgou a data e o horário exatos da estreia no Japão, nem confirmou o número total de episódios, as músicas de abertura e encerramento, o cronograma completo de dublagem ou os detalhes da distribuição internacional por país.
O primeiro episódio foi exibido antecipadamente na Anime Expo 2026, realizada em Los Angeles, no dia 4 de julho. Durante um painel especial, o episódio foi apresentado na íntegra antes da estreia oficial no Japão, e os primeiros relatos destacaram uma evolução significativa na qualidade visual da produção. Essa apresentação, porém, não substitui a estreia oficial para o público geral.
A Crunchyroll já confirmou que vai transmitir os novos episódios simultaneamente ao lançamento japonês para o público internacional (fora da Ásia). Informações sobre o horário de lançamento, a disponibilidade de legendas e a dublagem em português do Brasil ainda não foram divulgadas oficialmente e devem ser anunciadas pela plataforma mais perto da estreia.
Mas afinal, o que fez o anime ficar tanto tempo sem novos episódios?
A primeira fase de Black Clover contou com 170 episódios, transmitidos quase sem interrupções entre 2017 e 2021. O ritmo intenso de produção, porém, acabou criando um desafio comum em animes de longa duração: a adaptação começou a se aproximar demais do material publicado no mangá. Para não alcançar ou ultrapassar a história original, a equipe precisou reduzir o ritmo, incluir conteúdos inéditos e administrar com cuidado o avanço da trama.
O episódio 170, intitulado “The Faraway Future”, encerrou a transmissão em março de 2021. Embora tenha sido um período difícil para os fãs, a longa pausa deu à produção o tempo necessário para criar uma distância maior em relação ao mangá e preparar a próxima fase com mais cuidado. Esse intervalo também possibilitou trabalhar em conteúdos originais, planejar batalhas visualmente mais elaboradas, reorganizar o cronograma de produção e adotar um modelo de lançamento mais próximo do formato sazonal.
A espera foi longa e desgastante, mas uma volta apressada logo após o episódio 170 provavelmente reproduziria os mesmos problemas de ritmo enfrentados na primeira fase.
O que muda na nova temporada?
Formato anterior: o anime seguia um calendário de exibição quase contínuo, o que mantinha a equipe em um ritmo intenso de produção. Essa abordagem aumentava a necessidade de inserir episódios de conteúdo original, provocava oscilações na qualidade visual e fazia com que a adaptação corresse o risco de alcançar rapidamente os capítulos publicados no mangá.
Novo modelo: blocos de episódios planejados com antecedência, maior controle sobre o ritmo da adaptação, mais tempo disponível para animar batalhas importantes, qualidade visual mais consistente, pausas estratégicas entre partes e uma adaptação mais fiel ao material do mangá.
Entre as vantagens esperadas estão uma melhor organização da equipe de produção, mais tempo de trabalho para os animadores, maior qualidade nas cenas de transformação, direção mais uniforme ao longo dos episódios e uma redução expressiva de episódios de preenchimento. Por outro lado, o novo modelo também traz riscos: poucos episódios por temporada, demora entre uma parte e outra, ritmo por vezes acelerado, compressão de subtramas e a possibilidade real de um arco ser dividido antes de chegar a uma resolução completa.
O episódio 170 e o capítulo 270
O episódio 170 adapta aproximadamente os capítulos 268, 269 e parte do capítulo 270 do mangá. A continuação direta da história deve começar, portanto, próximo ao capítulo 271.
No ponto em que a história parou, Asta e Liebe treinavam para dominar a união demoníaca, Yami estava em poder do Reino Spade, William também era necessário para completar um ritual específico, a Tríade Negra representava a principal ameaça imediata, Nacht revelava informações importantes sobre o submundo, os Cavaleiros Mágicos se preparavam para uma invasão, e a Árvore de Qliphoth ameaçava diversos reinos simultaneamente.
Quem quiser adiantar a história pelo mangá antes da estreia pode começar pelo capítulo 271, revisando antes o capítulo 270 para não perder o fio da narrativa, relendo os últimos episódios da série animada e acompanhando a publicação por canais oficiais e legais.
O que a nova temporada deve adaptar?
A Guerra do Reino Spade deve ser o principal foco inicial da nova fase, reunindo elementos como a invasão ao Reino Spade, o resgate de Yami e William, o confronto direto contra a Tríade Negra, batalhas contra demônios, a ameaça representada pela Árvore de Qliphoth, o envolvimento do Reino Heart, a participação do Reino Diamond e o desenvolvimento simultâneo de Asta, Yuno e Noelle — tudo isso já preparando o terreno para o confronto final contra Lucius.
A escala do conflito deixa de ser uma simples missão de esquadrão e passa a envolver, ao mesmo tempo, o Reino Clover, o Reino Spade, o Reino Heart, o Reino Diamond, o submundo, forças demoníacas e guerreiros de elite de diferentes nações — colocando em jogo a sobrevivência de vários reinos, o destino de Yami, a estabilidade de todo o mundo mágico, a possível abertura do submundo, o plano real por trás da Tríade Negra, o futuro dos Cavaleiros Mágicos e a própria origem de Lucius.
Asta retorna muito mais forte
Entre os recursos e poderes que Asta deve exibir na nova temporada estão sua Anti-Magia, o contrato firmado com o demônio Liebe, a chamada Devil Union, o uso de espadas demoníacas, uma experiência de combate muito maior do que na primeira fase, resistência física ampliada, capacidade de enfrentar demônios de alto escalão e um domínio cada vez mais refinado da própria união demoníaca.
Ainda assim, a nova fase deve deixar claro que esse poder também tem custos reais: limite de tempo de uso, desgaste físico acumulado, risco constante de perder o controle, necessidade de sincronização com Liebe e dificuldade em enfrentar inimigos que superam seus limites atuais.
Asta não evolui simplesmente por acumular mais mana — ele evolui por compreender cada vez melhor uma força que, por definição, contradiz o próprio sistema mágico do mundo em que vive.
Yuno também chega a um novo nível
Yuno deve exibir avanços em Wind Magic, Spirit Dive, sua conexão com o espírito Sylph, Star Magic, além de reforçar sua linhagem real ligada ao Reino Spade, sua experiência militar crescente, seu treinamento contínuo e sua capacidade de liderança.
Yuno está muito além do papel de rival de Asta. Ele carrega uma linhagem real, conquistou o respeito como líder, atua na defesa de dois reinos e se tornou um dos maiores exemplos de talento e potencial dentro da história. inato, peça central da política do Reino Spade e um combatente plenamente capaz de acompanhar o ritmo de evolução de Asta.
| Asta | Yuno |
|---|---|
| Ausência de mana | Mana excepcional |
| Anti-Magia | Múltiplos atributos |
| Força física | Talento mágico |
| Crescimento por esforço | Crescimento por talento e disciplina |
| Grimório de cinco folhas | Grimório de quatro folhas |
| Ligação com Liebe | Ligação com Sylph |
O conflito entre Asta e Yuno representa, no fundo, dois caminhos completamente diferentes para superar o próprio destino.
Personagens que devem ganhar destaque
Noelle Silva
Deve avançar em sua Water Magic, alcançar plenamente o chamado Saint Stage, revisitar a memória de sua mãe, Acier, aprofundar sua relação com a família Silva, amadurecer emocionalmente, lidar com seus sentimentos por Asta, assumir uma posição cada vez mais decisiva nos confrontos e deixar para trás, pouco a pouco, a insegurança que marcou sua trajetória nos primeiros momentos da história. Noelle começou a série sem conseguir controlar seu próprio poder — sua evolução representa, ao longo da história, uma ruptura direta com a imagem que sua própria família construiu sobre ela.
Yami Sukehiro
Logo no início do arco, Yami se torna a peça central de uma missão de resgate — não por acaso, mas porque tudo nele interessa aos vilões: a Magia das Trevas que ele domina, o papel que ocupa dentro do ritual que estão arquitetando, o cargo de capitão dos Touros Negros, o vínculo próximo com Nacht e a ligação com a Terra do Sol. Com tantos fios puxando pra ele ao mesmo tempo, resta a pergunta que sustenta a tensão do arco inteiro: será que Yami consegue escapar a tempo? Qual será o real custo do ritual em que está envolvido? Como sua ausência prolongada afeta os Touros Negros? E o anime vai finalmente mostrar mais detalhes de sua origem?
William Vangeance
Vale dar atenção especial à Magia da Árvore do Mundo que ele carrega, ao vínculo direto que essa magia mantém com a Árvore de Qliphoth, e à relação dele com Julius — um laço que carrega peso emocional real.
A culpa pessoal que ele arrasta desde o passado continua moldando cada decisão que toma no presente, e é justamente por isso que a confiança que Yami deposita nele soa tão significativa: não é confiança barata, é algo conquistado apesar do fardo que ele carrega.
Seu papel dentro do ritual amplifica ainda mais essa tensão, colocando-o num ponto de encontro constante entre quem ele foi um dia e as responsabilidades que precisa assumir agora — um conflito que nunca se resolve de vez, só se desloca de forma a cada novo capítulo.
Nacht Faust
Deve ganhar mais espaço através de sua Shadow Magic, de seus contratos demoníacos, de seu conhecimento aprofundado sobre o submundo, de seu passado familiar, de seu histórico como espião e de sua ligação direta com Yami. Dentro da trama, Nacht ocupa um lugar raro: é ele quem conecta o universo dos Cavaleiros Mágicos à lógica do submundo demoníaco, transitando entre os dois onde quase ninguém mais consegue. Some a isso o papel que assume ao lado de Asta — não como um mestre convencional, mas como alguém que guia à própria maneira, meio relutante, meio decisivo.
O verdadeiro vilão está por trás da Tríade Negra
Lucius ocupa a posição de irmão mais velho dentro da família Zogratis, existindo como uma segunda alma que divide o mesmo corpo de Julius Novachrono. Domina a Soul Magic e mantém ligação direta com Astaroth, o demônio do tempo — uma combinação que o coloca em posição de manipular o próprio futuro. É dele a autoria por trás da criação dos Paladinos e de todo um plano ambicioso voltado a reconstruir a humanidade do zero.
O plano de Lucius passa por eliminar toda e qualquer imperfeição, tomar controle das almas humanas e apagar aquilo que torna cada pessoa diferente da outra. A meta é construir uma sociedade inteiramente uniforme, sem espaço para conflito futuro — o que exige remover a liberdade individual de cada um e impor, sobre o mundo inteiro, a própria noção pessoal de perfeição que ele carrega.
A Anti-Magia de Asta ameaça esse plano na raiz: corta feitiços, rasga barreiras mágicas e interfere direto no controle que a Soul Magic exerceria sobre qualquer um. Ela escapa dos cálculos de Lucius simplesmente porque não obedece à lógica que sustenta esses cálculos — é uma força que opera fora de qualquer sistema mágico já catalogado.
Yuno entra como contraponto claro nessa equação: o talento dele é visível, mensurável, do tipo que qualquer sistema de previsão consegue encaixar como mais um prodígio esperado. Asta rompe essa lógica por completo — ele é a anomalia que nenhum cálculo prevê. Juntos, os dois formam uma combinação que Lucius simplesmente não consegue antecipar por inteiro.
Mais qualidade e menos episódios descartáveis
O novo formato deve reservar atenção especial a um conjunto específico de elementos: as batalhas em si, as transformações, as expressões dos personagens nos momentos de maior peso, e as grandes revelações que a trama ainda guarda. Vale destacar também as cenas de treinamento, o custo emocional que cada confronto deixa para trás, a evolução da Noelle, o vínculo entre Asta e Liebe, a atuação do Nacht e a presença do Lucius, que só fica mais ameaçadora a cada aparição.
A nova temporada deve adaptar um trecho concentrado da Guerra do Reino Spade — possivelmente fechando uma das batalhas centrais, abrindo caminho para a entrada mais direta de Lucius, e organizando o arco em blocos bem demarcados, sem repetir os fillers longos que pesaram no ritmo da primeira fase. O risco real desse novo modelo está no lado oposto: capítulos adaptados rápido demais correm o risco de atropelar o desenvolvimento dos coadjuvantes, esvaziar a tensão das cenas, cortar explicações necessárias, apressar as transições entre arcos e reduzir o tempo de preparação emocional que as grandes batalhas normalmente exigem.
Sword of the Wizard King não substitui a nova temporada
Black Clover: Sword of the Wizard King é um longa original da franquia, e não dá sequência direta ao que ficou no episódio 170. Na prática, isso quer dizer que assistir ao filme não é pré-requisito para acompanhar a Guerra do Reino Spade — a nova temporada segue seu próprio curso dentro da história principal. O filme carrega uma narrativa autônoma, desconectada da sequência real do mangá, e nada do que acontece nele substitui o enredo que volta com foco total em Asta, Yuno e Lucius.
Ainda assim, o filme cumpriu um papel estratégico: ajudou a manter a franquia viva durante o hiato, abriu espaço para um público internacional maior, reforçou a popularidade do Asta fora do Japão, manteve a marca em evidência num período sem episódios novos, e injetou interesse renovado na obra como um todo.
O mangá já chegou ao fim
A história em papel avançou bem além do que o episódio 170 cobriu, e o confronto central contra Lucius já foi encerrado oficialmente em maio de 2026, no capítulo 389. Isso dá à produção da nova temporada uma vantagem rara: a história inteira já está fechada, o final já existe, ninguém vai precisar inventar um desfecho original, o planejamento fica muito mais seguro, os arcos podem ser divididos com equilíbrio, e toda a equipe de produção trabalha com muito mais tranquilidade do que trabalhou na primeira fase.
Mesmo assim, ainda sobra bastante material pra adaptar: a Guerra do Reino Spade, o embate contra a Tríade Negra, as batalhas contra os demônios, a Terra do Sol, os Paladinos, a ascensão de Lucius, o confronto final e o epílogo inteiro da obra.
A nova temporada dificilmente vai fechar tudo de uma vez
Cenário 1 — uma temporada longa: cobre boa parte da Guerra do Reino Spade e já avança rápido rumo ao confronto com Lucius.
Cenário 2 — duas temporadas ou mais: dá espaço pra desenvolver com calma a guerra, os Paladinos, a Terra do Sol, toda a preparação da reta final, a batalha contra Lucius e o epílogo.
Cenário 3 — temporadas mais um filme extra: alguma batalha específica, ou o próprio trecho final, poderia virar um longa à parte — mas isso segue sem qualquer confirmação oficial até agora.
É difícil imaginar uma única temporada dando conta de todo esse material restante sem sacrificar qualidade. O cenário mais provável, editorialmente falando, é que o retorno de outubro cubra só uma fatia da saga final, deixando o resto pras temporadas seguintes.
A espera está quase no fim
O retorno está marcado pra outubro de 2026, ainda sem dia exato fechado. O Studio Pierrot segue no comando da animação, com Ayataka Tanemura na direção, e dessa vez a série adota um formato bem mais planejado do que o modelo contínuo da primeira fase. O episódio 170 parou perto do capítulo 270 do mangá, e a continuação deve começar por volta do capítulo 271, com a Guerra do Reino Spade puxando o foco inicial.
Asta e Yuno entram numa fase nova da própria jornada, enquanto Noelle, Yami, William e Nacht ganham peso crescente na trama. Lucius se firma como o grande vilão dessa saga final — e o fato de o mangá já estar encerrado dá a essa adaptação um nível de planejamento que a primeira fase simplesmente não teve.
A demora foi longa, mas talvez tenha valido a pena: Black Clover volta com mais material consolidado, produção melhor planejada e uma estrutura bem mais preparada pra adaptar a fase mais importante da obra até aqui.
Depois de cinco anos de espera, Black Clover não volta só pra continuar a história de Asta — volta pra finalmente adaptar a guerra que transforma um garoto sem magia na maior ameaça ao destino perfeito de Lucius.
O que você acha?
Você está na expectativa pra nova temporada? Comenta: qual batalha você mais quer ver animada, se o Asta já está pronto pra enfrentar o Lucius, se o Yuno vai conseguir superar o próprio destino, qual personagem merece mais destaque nessa nova fase, e se você acha que essa saga final deveria mesmo ser dividida em várias temporadas.

Seja muito bem-vindo! Eu sou o Leandro, mas no mundo dos animes todo mundo me chama de Leko. Minha história com a cultura pop japonesa começou lá em 2008. Cresci vidrado em clássicos como Dragon Ball e Digimon, e hoje sou o tipo de fã que acompanha cada detalhe e crio minhas próprias teorias.
O Animeleko é um espaço onde eu compartilho minhas próprias teorias e comento sobre a qualidade da animação dos estúdios, falo minha opinião sobre o ritmo dos lançamentos — desde os shonens clássicos até aqueles isekais de culinária bem relaxantes, como Tondemo Skill.
