Já explicamos, em outro artigo, como funciona a classe Invocador que sustenta o poder de Allen. Agora é hora de ir além da teoria e destrinchar, uma por uma, as habilidades concretas que essa classe libera — e mostrar como Allen transforma o que parecia uma classe “invisível” em um arsenal genuinamente completo.
A base de tudo: o único invocador de todo o mundo
O ponto de partida dessa história é simples de resumir, mas único dentro do universo da obra: Allen é a única pessoa em todo o mundo com a capacidade de invocar criaturas. Nenhum outro personagem, em nenhum momento da trama, compartilha esse talento com ele.
Invocações de rank mais baixo podem ser feitas apenas com gasto de mana. A partir do Rank E, no entanto, o processo passa a exigir pedras mágicas como material adicional. No começo da jornada, Allen consegue invocar somente criaturas dos tipos inseto e fera, e ainda assim restritas ao Rank H — o mais básico da escala. É apenas conforme seu nível de habilidade em Invocação sobe que tanto os ranks disponíveis quanto a variedade de tipos de criatura vão se ampliando.
Existe também um teto para quantas invocações podem estar ativas simultaneamente, limite que cresce junto com o avanço de nível. E há um detalhe que tira bastante peso emocional da possibilidade de perder uma criatura em combate: quando uma invocação “morre” enquanto está ativa, a vaga simplesmente fica livre — e a mesma espécie pode ser trazida de volta gastando pedras mágicas novamente, já que memórias e experiências acumuladas são compartilhadas entre criaturas do mesmo tipo e rank. Na prática, nenhuma invocação de Allen realmente teme a morte.
Fortalecimento: deixando cada carta mais forte para sempre
Uma das peças centrais do arsenal de Allen é a habilidade de Fortalecimento. Ela custa 10 pontos de mana por uso e reforça, de forma permanente, dois atributos de uma carta de invocação específica. O ganho não se perde mesmo que a criatura seja invocada e desinvocada repetidas vezes — só desaparece se aquela carta específica passar por um processo de Síntese.
O poder do Fortalecimento cresce conforme o nível: no nível 1, adiciona +10 em dois atributos; lá no nível 6, chega a um impressionante +500. É um sistema que recompensa diretamente a mentalidade de otimização que Allen trouxe de sua vida anterior como jogador — cada carta vira um projeto de investimento de longo prazo, nunca um item descartável.
Armazenamento: um inventário disfarçado de grimório
A partir do nível 4 em Invocação, Allen destrava a habilidade de Armazenamento: um espaço de capacidade praticamente infinita, acessado por meio de uma página específica do próprio grimório que ele carrega consigo. A única restrição real não é de quantidade, e sim de tamanho físico — a abertura de acesso mede apenas 30 por 30 centímetros, o que impede guardar objetos grandes demais, mesmo que o espaço interno seja, na prática, ilimitado.
Deputizar e Kingnificar: transformando invocações em um exército de verdade
Conforme Allen avança de nível, ele desbloqueia habilidades de comando que elevam suas invocações de simples unidades individuais a um exército organizado de fato.
A habilidade de Deputizar permite escolher livremente uma invocação e promovê-la a General, dando a essa criatura autonomia para recrutar e reforçar outras invocações por conta própria — funcionando quase como um comandante intermediário dentro da própria estrutura hierárquica montada por Allen.
Já a Kingnificação, tema já explorado no artigo sobre a classe Invocador, eleva uma invocação a um patamar ainda mais alto de comando e poder: o topo absoluto da cadeia hierárquica que Allen constrói ao longo de sua jornada.
Habilidades comuns e a punição de 100x imposta pelo Modo Infernal
Além das habilidades exclusivas da classe Invocador, Allen também desenvolve habilidades comuns — do tipo que, em teoria, qualquer pessoa do mundo pode aprender, desde que repita determinada ação um número suficiente de vezes. O detalhe cruel é que, sob o Modo Infernal, esse número de repetições exigido chega a ser cerca de 100 vezes maior do que seria para alguém jogando na dificuldade normal.
Esse detalhe reforça algo que já apareceu em outros pontos dessa análise sobre Allen: praticamente nenhuma conquista dele vem de graça. Até uma habilidade genérica de combate exige um volume de repetição que beira o absurdo — e é exatamente esse tipo de obstáculo que dá à obra seu tom de progresso conquistado no esforço bruto, em vez de uma evolução artificialmente acelerada só para conveniência do roteiro.
Merus: quando uma invocação vira revelação de lore
Um dos desenvolvimentos mais surpreendentes na trajetória de Allen é a chegada de Merus como uma de suas invocações — revelado, mais adiante, como o antigo Primeiro Anjo. Não se trata apenas de um reforço de poder: é uma virada real na mitologia da obra, já que Merus carrega informações diretas sobre os motivos que levaram os próprios deuses daquele mundo a intervir na luta da humanidade, alegando que o equilíbrio geral não vinha sendo mantido.
É esse tipo de desenvolvimento que evidencia como o sistema de invocação de Allen vai muito além de “mais uma carta para usar em combate” — cada nova invocação desbloqueada carrega potencial real de revelar mais sobre a estrutura do próprio mundo em que ele agora vive.

Seja muito bem-vindo! Eu sou o Leandro, mas no mundo dos animes todo mundo me chama de Leko. Minha história com a cultura pop japonesa começou lá em 2008. Cresci vidrado em clássicos como Dragon Ball e Digimon, e hoje sou o tipo de fã que acompanha cada detalhe e crio minhas próprias teorias.
O Animeleko é um espaço onde eu compartilho minhas próprias teorias e comento sobre a qualidade da animação dos estúdios, falo minha opinião sobre o ritmo dos lançamentos — desde os shonens clássicos até aqueles isekais de culinária bem relaxantes, como Tondemo Skill.
